Por uma cultura de paz
A professora e pedagoga Ana Luiza Iglesias, do Colégio Santa Emília, em Olinda (PE), já trabalha com a temática há quase cinco anos. "O interesse pelo bullying surgiu quando estava realizando a minha especialização em Literatura Infanto-Juvenil e tive a oportunidade de conhecer mais sobre o tema. Após algumas pesquisas, detectei que a prática ocorre em maior proporção a partir do 5º ano e decidi criar o projeto Bullying: uma história que precisa ter fim, para conscientizar e prevenir a prática", justifica. De lá para cá, a professora pernambucana envolveu um número cada vez maior de alunos. "A proposta é mostrar que eles podem ser agentes transformadores e conscientizar outras crianças a dizer não ao bullying", afirma Ana Luiza, que aposta em atividades culturais, como música, teatro e leitura para combater a agressividade.
Quem também abraçou a causa é a pedagoga Nozeli Camim Fernandes, da Escola Estadual Vinicius de Moraes, em Colniza (MT). A educadora desenvolveu o projeto Bullying Não, Cultive a Paz, com o objetivo de resgatar a solidariedade, o respeito e a compreensão entre os alunos. "A palavra bullying surgiu em uma reunião realizada com pais, alunos, coordenadores e professores. Na ocasião, alguns alunos se identificaram como vítimas de agressões repetitivas e sem motivo aparente. Além dos apelidos ofensivos, foram relatados roubos de materiais e a falta de respeito em sala de aula. Percebemos uma necessidade de trabalhar o tema a partir de um projeto específico e, em menos de quinze dias após a sua implantação, foi possível notar a diferença no comportamento e a repercussão em toda a escola", conta Nozeli.
O projeto da escola mato-grossense visou à valorização do ser humano e o resgate da autoestima. Além da leitura e da exibição de filmes para trabalhar a motivação, a escola realizou um fórum sobre bullying e promoveu a confecção de cartazes. "Todas as atividades procuravam sensibilizar os alunos e estimular a reflexão sobre comportamentos agressivos e discriminatórios, incentivando a boa convivência e o respeito às diferenças", afirma.
O Colégio Magister, em São Paulo (SP), prepara uma cartilha sobre o tema que será distribuída para funcionários, pais e alunos ainda em 2011. Atualmente, a instituição conta com o apoio de um documento, que traz orientações para a equipe proceder adequadamente nos casos de bullying. "Estabelecemos atribuições e responsabilidades para cada um dos funcionários da escola, com a atuação em quatro perspectivas: Identificação, Diagnóstico, Intervenção e Encaminhamento, que vão desde o olhar atento de professores em sala de aula até as medidas administrativas aos alunos envolvidos e seus familiares, prevendo incluive o encaminhamento para instituições externas competentes", diz a diretora da escola, Kátia Martinho.
Leia a matéria toda aqui: revistaguiafundamental.uol.com.br

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